Mostrando postagens com marcador vicissitude. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador vicissitude. Mostrar todas as postagens

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Voltou a vontade de voar

Voltou a vontade de voar. Livros, cartas, paçoca: tudo permanece na mochila que, sentada num cantinho, aguarda ansiosamente por uma saída, sorrateira ou não, permanente ou efêmera. O simples fato de sair com a própria mochila não muito pesada, sabendo da possibilidade de enchê-la, é reconfortante. Sair é importante.
Mas não é mais igual. O que é buscado lá fora é, sim, a razão de tudo. E o que é deixado lá dentro continua sendo razão, exagerada ou não, de algo realmente relevante. No fim, quem saiu mudou mudando tudo. Este, sim, já é objeto de vicissitude que veio e deixou voar.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Dá vontade de sair voando. Encher a mochila de livros, cartas e paçoca e, andando com os pés de lã, dar as quatro voltas necessárias na fechadura: duas pra sair e duas pra ficar fora.
Se ficasse na rua, talvez encontraria o que procurar, mas é bem provável que não. Tudo ficou pra trás com a saída sorrateira decidida por um surto. Surto abafado, em surdina! Mas e se se tornasse só um simples passeio? Com volta, nada contínuo? E se começasse, assim, efêmero e terminasse, assim, permanente?
O mais importante é notar que o que foi deixado lá dentro é a razão de tudo, e não o que foi buscado lá fora. Muito menos quem saiu. Este é só objeto de vicissitude que, se vier, vem pra deixar voar.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Ele junta, pelo menos

Por mais que seja novo, desconhecido não é. Ao chegar lá, vai se deparar com um dejá vù distorcido, cuja distorção, natural e gradativamente, vai desbotando. Se sentará, cruzando as perninhas cansadas. O vestidinho amarelo é por uma causa nobre: amarelo é cor bonita.
Prefere olhar o rejunte do piso ao céu estrelado. Só ela sabe o porquê. O rejunte é feio e não brinda quem o vê com um teto diferente todas as noites. Sinceramente? Nem ela sabe o porquê.
Depois de muito encarar, quer tocar pra sentir o rejunte feio. E os dedinhos chegam lá, sem qualquer obstáculo. Seus dedinhos não alcançariam o céu estrelado. Ela não quer mais saber o porquê.